Dinheiro da AL, na América Latina

latinoamerica1Brasil,Venezuela, Argentina, Bolívia, Paraguai e Uruguai firmaram ontem, depois de sete meses de negociação, o acordo que vai permitir a implantação do Banco do Sul. A instituição de crédito multilateral vai ser lastreada, inicialmente, em pequena parte das reservas internacionais destes países. Pequena, porque o aporte total de capitais será de US$ 20 bilhões, enquanto só o Brasil tem 11 vezes mais reservas, aplicadas no BIS, um banco suíço, entesourados no BC ou aplicados em títulos do Tesouro americano, e em Direitos Especiais de Saque no FMI. O relativo conforto em matéria de reservas dos países sul-americanos cria, neste momento, condições excepcionalmente adequadas à iniciativa. A instituição será, ao mesmo tempo, um banco de desenvolvimento e um fundo regional de reservas para proteger seus sócios de ataques especulativos. Além da importância econômica evidente, a iniciativa terá enorme impacto político, pois diminuirá sensivelmente o poder que os EUA exercem na América do Sul via FMI e Banco Mundial. Nossas autoridades econômicas e financeiras – que adoram a cartilha neoliberal e acham que a ordem econômica internacional é uma bíblia a ser seguida religiosamente, opuseram muitas dificuldades á criação do Banco do Sul. Acabou falando mais alto uma visão estratégica quanto á posição de liderança do Brasil na América Latina. Explica-se: mesmo sem o Brasil, o banco teria saído. Venezuela, Argentina e Bolívia já tinham planos bem detalhados. Sem o Brasil, e sem o Banco do Sul, Chávez continuaria, também no plano econômico, sendo o líder solitário de um processo de integração econômica e política do continente. Para o Brasil, será um marco na afirmação de nosso peso continental com marca da solidariedade aos nossos vizinhos e a seu desenvolvimento. Nossa visão de liderança não pode ser jamais outra, igual àquela já nos impuseram, a de dominação e dependência. Adicionalmente, um caminho para reduzir, numa parte importante e crescente do comércio internacional brasileiro, uma dependência do dólar como moeda-padrão, sistema que imperou no mundo desde Breton Woods, após a II Guerra, quando os EUA passaram a ter a hegemonia do mundo.

Deixe um comentário

Arquivado em Uncategorized

ESSA É A GRANDE DIFERENÇA E O GRANDE PROBLEMA DO NOSSO BRASIL. OS HOMENS!!!

Dois Presidentes Nordestinos: Castello Branco e Lula (Um Cearense e um Pernambucano). Ao ver Lula defendendo seu filho que recebeu R$ 15 milhões de reais da TELEMAR para tocar sua empresa, Élio Gáspari publicou essa história tirada do fundo do baú: Em 1966 o presidente Castello Branco leu nos jornais que seu irmão, funcionário com cargo na Receita Federal, ganhara um carro Aero-Willys, agradecimento dos colegas funcionários pela ajuda que dera na lei que organizava a carreira. O presidente telefonou mandando que ele devolvesse o carro. O irmão argumentou que se devolvesse ficaria desmoralizado em seu cargo. O presidente Castelo Branco interrompeu-o dizendo: ‘Meu irmão, afastado do cargo você já está. Estou decidindo agora se você vai preso ou não’. E o Lula ainda alega que não existe ninguém ‘neste país’ com mais moral e ética do que ele…

 

Deixe um comentário

Arquivado em Uncategorized

O PDT tem um nome a zelar

img-canal-01-397-240x300Não costumo discutir decisões internas do PDT neste blog. Acho que a boa prática é fazê-lo institucionalmente, nas reuniões e assembléias partidárias que, aliás, deve sem mais amplas e frequentes. Mas não posso deixar de registrar que os acontecimentos deram total razão à decisão partidária de designar uma administração provisória para a seção estadual do Mato Grosso do Sul, onde parte dos dirigentes estava ensaiando uma composição com o atual governador André Puccinelli.

Ontem, o sr. Puccinelli mostrou que não tem o mínimo de postura. Divergir do Ministro Carlos Minc, do Meio Ambiente, é seu direito. Mas desqualificar o Ministro – ou qualquer pessoa – como “veado fumador de maconha” não é papel para  um Governador de Estado. E isso sem nenhuma provocação que lhe pudesse ter tirado dos eixos.

Tanto foi assim que, minutos depois, falando sobre uma maratona esportiva que se realizará em seu Estado, ele aumentou o nível da grosseria:

— Se ele (Minc) viesse, eu ia correr atrás dele e estuprar em praça pública .

Fizeram muito bem os companheiros de Mato Grosso do Sul, liderados pelo nosso líder de bancada, Dagoberto Nogueira,  e pelo presidente de honra no Estado, João Leite Schimidt, em não permitir que  ligassem o nosso Partido a este tipo de práticas.

Deixe um comentário

Arquivado em Uncategorized

Eles querem é especular

divida-publica-thumbOs números divulgados pelo Banco Central, como anunciou hoje de manhã a Folha Online, comprovam o que a gente sempre afirma aqui: o Brasil tem que se proteger do capital estrangeiro que vem para cá não para produzir, mas para especular. Veja que contraste: em agosto, entraram US$ 6,141 bilhões para aplicação em ações e renda fixa. Para investimentos produtivos, só US$ 1,9 bilhão, três vezes menos. Há 20 dias atrás, um post aqui registrava que já estava claro um movimento do capital especulativo em direção a nosso país, pelas altas taxas de juros oferecidas aqui, comparados ao juros praticamente em zero no exterior. A maior parte das aplicações é em títulos de renda fixa, lastreados nas taxas do Dr. Meirelles. Qual é o mal para o país? Simples de entender: quem aplica dinheiro, aplica para tirar mais do que botou, não é? Então, o dinheiro que entra, sai aumentado dos juros. Logo, esta conta, para fechar, precisa ter sempre mais dinheiro especulativo entrando e, para ter mais dinheiro especulativo entrando, é preciso manter os juros altos ou “atraentes, como dizem eles.Uma coisa é elevarmos nossa dívida para poder fazer investimentos, por exemplo, via aportes de capital no BNDES, para financiar nosso desenvolvimento. Outra, totalmente diferente, é ampliar a dívida pagando juros destinados a atrair este capital predatório.

Deixe um comentário

Arquivado em Uncategorized

Lula pediu a Lupi para barrar candidatura de Cristovam

logo_pdtHá mais ou menos três semanas, Lula chamou Carlos Lupi, ministro do Trabalho e presidente nacional do PDT, para uma reunião em seu gabinete no Centro Cultural Banco do Brasil. O Palácio do Planalto está em reforma. Conversa vai sobre economia, conversa vem sobrre generalidades políticas, Lula finalmente puxou o assunto que o interessava: Cristovam Buarque, senador pelo PDT do Distrito Federal. Cristovam foi do PT depois que saiu do PDT de Leonal Brizola no início dos anos 90. E pelo PT disputou o governo do Distrito Federal em 1994 – venceu. Disputou a reeleição em 1998 – perdeu. Disputou e venceu a eleição de 2002 para Senador. Foi ministro da Educação no primeiro ano do governo Lula. E Lula o demitiu por telefone quando Cristovam visitava Portugal em  missão oficial. Mais tarde, Cristovam trocou o PT pelo PDT.

 
Na conversa com Lupi, Lula pediu para que o PDT não lançe Cristovam como candidato ao Senado no próximo ano. Todas as pesquisas de intenção de voto apliacadas até aqui no Distrito Federal apontam Cristovam como o candidato mais forte para uma vaga no Senado. Ele tem quase 30% do primeiro voto do eleitor (são duas vagas de senador) e pouco mais de 20% do segundo. Lula não se conforma com as críticas que Cristovam faz ao governo em discursos no Senado. Lupi reagiu à sugestão. Disse que Cristovam é um dos nomes do PDT com maior número de votos. E que o partido não poderia lhe negar legenda. Ninguém entenderia. Em 2006, Cristovam disputou pelo PDT a presidência da República. Fez da defesa da educação seu mote de campanha. Colheu menos de 3% dos votos.

Deixe um comentário

Arquivado em Uncategorized

Ações contra embaixada em Honduras não serão toleradas

Por Walter Brandimarte

NOVA YORK (Reuters) – O Brasil não vai tolerar nenhum ato contra suahonduras embaixada em Tegucigalpa, onde o presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, buscou refúgio após retornar ao país, disse o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim.

Amorim considerou “extremamente graves” as informações de que a polícia hondurenha disparou gás lacrimogêneo contra simpatizantes de Zelaya que protestavam do lado de fora da embaixada brasileira. Durante o confronto, pelo menos duas bombas de gás lacrimogêneo caíram dentro do terreno da embaixada, disse um fotógrafo da Reuters.

Como medida de precaução, o Brasil está considerando enviar uma carta ao presidente do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) pedindo uma reunião sobre Honduras e sobre a segurança da missão diplomática brasileira no país.

“Nossa primeira preocupação, independentemente de dar abrigo a Zelaya, é em relação à segurança dele e à nossa”, disse Amorim a repórteres em Nova York, onde participa da Assembleia Geral da ONU nesta semana.

“Nós mantivemos contatos com outros países que têm relações diretas ou indiretas com o governo de facto para dizer a eles que qualquer ação violatória da nossa missão diplomática é intolerável”, acrescentou.

O fornecimento de energia e de água para a embaixada brasileira também foi interrompido por algumas horas, disse o ministro, embora ele não soube informar se isso foi uma medida que teve a embaixada como alvo específico.

A Cruz Vermelha e a embaixada dos Estados Unidos estão enviando alimentos à missão brasileira, onde cerca de 70 pessoas estão em dificuldades de voltar para casa por causa da violência nas ruas e do toque de recolher imposto pelo governo, disse Amorim.

Mais cedo nesta terça-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um apelo ao governo de facto de Honduras pela negociação de uma saída para a crise.

Fonte: Reuters

Deixe um comentário

Arquivado em Uncategorized

Que não se vete a verdade eleitoral

capa-229x300Diante da ofensiva  de Nélson Jobim e de Gilmar Dantas para evitar que prevaleça a decisão aprovada na Câmara, anunciando publicamente que vão apelar ao Presidente Lula para que vete a impressão simultânea do voto impresso, vou procurar, esta semana, o Ministro da Justiça – que é a quem, legitimamente, cabe a função de assessorar o Presidente da República, para levar-lhe um documento irrespondível sobre a necessidade de haver voto impresso, conferido pelo eleitor, e uma auditagem rotineira de comparação dos registros impressos aos registros eletrônicos, sob pena de, não havendo, todos os processos eleitorais estarem sujeitos à fraudes, muitas delas indetectáveis mesmo com a verificação das máquinas e de seus programas.

Trata-se de um estudo da Universidade de Nova Iorque, através do Brennan Center for Justice, que reuniu, durante um ano,  uma força-tarefa de 20 especialistas, de Universidades, Governo e instituições privadas, para analisar todos os equipamentos eleitorais que envolviam o voto eletrônico. Desta equipe participaram, inclusive, integrantes da Microsoft e Ronald Rivest, do Instituto de Tecnologia da Massachusetts,  um dos inventores da chave pública de criptografia eletrônica, o mais importante mecanismo de segurança em informática usado por todos os governos.

É uma publicação científica, séria. Não é um palpite de quem não tem conhecimento profundo em segurança eletrônica e repete o que funcionários do setor de informática do TSE dizem – por sua vez,  repetindo o que foi dito sabe-se lá por quem, pois não consta que o setor de informática do TSE seja um centro de expertise no assunto-  para afirmar que nossas urnas são 100% seguras e que o voto impresso simultâneo é “um retrocesso”.

Vou destacar um pequeno trecho, abaixo, e a seguir, traduzi-lo:

brennan1

Resumidamente, a comissão diz que a realização de rotinas automáticas de auditagem, comparando o voto impresso – conferido pelo eleitor – com os registros eletrônicos podem oferecer um caminho para tornar as fraudes muito mais difíceis. O estudo diz que o voto impresso, verificado pelo próprio eleitor, é “um valor de segurança inquestionável”, se for acompanhado “de uma rotina de auditagem pós eleitoral”.

Exatamente o que propusemos e exatamente o que está na lei aprovada. É isso o que Jobim e Gilmar querem que seja vetado. Por que?

O estudo, de 190 páginas, está disponível na internet, no endereço http://brennan.3cdn.net/cb325689a9bbe2930e_0am6b09p4.pdf . Não entendo como a imprensa brasileira, que dedica tantas páginas a suspeitas de fraude no Afeganistão e no Irã, não dispõe de um repórter que seja para ler um material como este e publicar.

Nos próximos posts, com a ajuda de Amilcar Brunzazzo, especialista em segurança eletrônica, vou rebater todos os falsos argumentos que se levantam contra a impressão simultânea do voto.

Deixe um comentário

Arquivado em Uncategorized