Uma coisa bacana e a “pegadinha”

infjb100909Primeiro, mil desculpas por não ter podido postar desde cedo. Mas acho que vocês compreendem que, com a presidência da Comissão da PeroSal, as coisas se complicaram um bocado. E já entro direto em duas publicações que foram feitas hoje a meu respeito. Uma, muito bacana, no Informe JB, que reproduzo aí ao lado. Ó exto é bem legal e está todo correto, exceto por um pequeno detalhe: não é todo o dinheiro  do Fundo do Pré-Sal, mas a parte que será empregada na área de educação. Quem acompanha este blog sabe como essa ideia nasceu – veja aqui – de uma manifestação que o Senador Cristovam fez em plenário e que me ficou rodando na cabeça. É simples. O dinheiro já iria para a educação. O que queremos é evistar que  ele se disperse e e se perca a chance de fazer uma revolução na educação brasileira. Uma biblioteca ali, uma quadra lá, uma nova escolinha acolá, em projetos dispersos o dinheiro se vai sem produzir a mudança que o Brasil sonha para a sua escola. Então, queremos um plano de implantação progressiva, com métodos, metas, avaliações e estrutura eficientes.  E acho que temos uma boa  chance de conseguir, porque é uma coisa que segue a linha de preocupação do Governo – quando ele próprio anuncia a educação como um dos destinos do Fundo – e que pode ser acatada também pela oposição como uma garantia de que não haverá distruibuição arbitrária  (ou política) daqueles recursos.

A pegadinha ficou por conta da Folha. Mas acho legal mostrar a vocês de onde vem a história . Mas, em primeiro lugar, francamente, achar que uma doação de R$ 25 mil para a campanha de um deputado federal (a outra doação foi em 2004, na campanha de vereador) compromete com lobby é um pouco além da conta, não é? Fiquei até meio acabrunhado olhando os valores das doações dos outros deputados… até oito vezes maiores….quem me  dera…

De qualquer forma, vamos contar a história da Ipiranga.  Ela foi criada nos anos 30, em Uruguaiana, no Rio Grande, com uma primeira – e precária -refinaria para produzir solventes de borracha e asfalto.  20 anos antes da Petrobras existir, portanto. Teve o apoio de Vargas e de JK para crescer – o setor sempre foi vital para o Brasil e chegou a comprar uma multinacional instalada no Brasil, a Gulf Oil. Trabalha com derivados de petróleo e sua distribuição e comercialização, apenas. Portanto, não é produtora de petróleo, não fura poços nem extrai óleo. Nem no pré-sal, nem fora dele. Pela história gaúcha, uma das famílias controladoras da empresa, teve ligações de amizade com meu avô. Aceitei, de muito bom grado a doação, agradeço e aceitaria novamente. Sou a favor do financiamento público das campanhas, mas ele não existe e, sendo assim, é com doações que se fazem as campanhas.

Mas há um “pequeno” detalhe ao qual a Folha não atentou ou não julgou conveniente esclarecer seus leitores. A Ipiranga, de lá pra cá, mudou de donos. Agora ela pertence, entre outras empresas, à Petrobras.

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