“Brizolistas” tomam o controle do PDT em Cuiabá

Uma pergunta difícil de ser respondida hoje: quem comanda o Partido Democrático Trabalhista em Mato Grosso? Como nas eleições do Afeganistão, os dois lados de uma mesma moeda garantem que é com eles. No final de semana, a ala dita “brizolista” da sigla, liderada anos a fio pelo ex-radialista Mário Márcio Torres, de posse de uma liminar, diz ter assumido a direção da sigla. Em outras palavras, a partir de agora, a bancada de vereadores na Câmara segue suas orientações. O cargo de presidente da Comissão Provisória estava nas mãos do vereador Toninho de Souza, repórter e apresentador de TV na Capital. “Isso é coisa de meia dúzia de “gato pingado” querendo tomar conta do partido” – reagiu o vereador, ao comentar a decisão.

“Falei com a direção do partido e eles me disseram que isso não era nada” – disse Souza, que conversou com o secretário-geral do PDT, Manoel Dias.

A briga não vem de hoje. Fechado a renovação há tempos, o PDT está atualmente “rachado”. O que se discute hoje, não vale para amanhã. Nenhum entendimento dura mais que uma semana no partido. Exemplo: Toninho Souza assumiu a direção provisória do PDT antes do final da primeira quinzena deste mês. Se mostrava aliviado por conseguir um entendimento que pudesse evitar uma disputa mais acirrada contra o grupo liderado pelo pré-histórico pedetista Mário Márcio Torres. No sábado, no entanto, convocou uma reunião e destituiu o vereador da direção da sigla.

Há mais que insatisfação nessa disputa. Os interesses políticos e particulares, em verdade, sobressaem. Toninho de Souza, por exemplo, mesmo às turras, defende que o PDT tenha candidato própria e vá para 2010 com o deputado estadual Otaviano Pivetta, que já insinuou e “desinsinuou”  várias vezes a condição de candidato. Pivetta está afastado da Assembléia Legislativa por 121 dias e prometeu dedicar o tempo para cuidar do engrandecimento do PDT. De outro lado, o grupo de Torres é claramente favorável ao apoio ao prefeito Wilson Santos, do PSDB, virtual candidato ao Governo.

Aliás, a relação de Torres, com Santos é antiga. Santos já militou no PDT, junto com Dante de Oliveira e outros mais. Nessa condições, Mário Márcio e seu grupo sempre foram bastante favorecidos. Entre outras vantagens, receberam cargos – nada mais justo para uma sigla que apóia um político de outro partido, isso faz parte do pacote “filosófico”. Em suma, o jogo de 2010 está a pleno vapor.

Fora isso, ainda tem a briga no Legislativo. Com o fortalecimento pela lei dos partidos, que passaram a ser orientadores de suas bancadas, ter o controle de dois membros na Câmara parece ser fundamental para as pretensões políticas – seja ela para que lado estiver apontada. Toninho de Souza tem sido um crítico moderado do prefeito e Adevair Cabral segue um embalo.

 
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