“Vagabundo” é multinacional

O jornal  O Globo estampa hoje na primeira página que o site do Ministério do Trabalho, no mecanismo de segurança para acessar o andamento de pedidos de seguro-desemprego –  destes que evitam acessos de spam e hackers – apresentava como uma das palavras-chave a expressão “vagabundo”. Um absurdo, uma ofensa inaceitável a um trabalhador desempregado. O jornal disse que é o site do ministério que fazia isso. Fui verificar. A página em questão carrega um “frame”, isto é , uma subpágina, neste caso de verificação de segurança. Esta subpágina não é do Ministério, mas da empresa Datamec , pertencente à multinacional Unysis, surgida em 86 da fusão das americanas Sperry e Burroughs. Na figura ao lado você pode ver como a página, visualmente do Ministério do Trabalho, tem, na verdade, endereço dentro dos computadores da Datamec-Unysis. Esta multinacional presta serviços  desde a gestão anterior do Ministério e tem um contrato que lhe rendia, em 2004, R$ 100 milhões por ano. Ela foi condenada judicialmente a entregar os códigos de acesso à base de dados pela qual recebe do poder público e assinou, com o MTE e o Ministério Público, um termo de ajuste de conduta. Soube que ela vinha tentando a prorrogação do contrato, mas que haverá nova licitação. No lugar do Ministro Lupi, eu chamaria a Polícia Federal para investigar quando, porque e pelas mãos de quem aquela expressão “vagabundo” foi parar num site da Datamec-Unysis que parece, visualmente, pertencer ao Ministério do Trabalho.

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