30 anos de PDT “Carta de Lisboa”

Os 30 anos da “Carta de Lisboa” – 17 de junho de 1979, importante 30 pdtdocumento da reorganização do Trabalhismo no Brasil, com o fim da ditadura militar; e os cinco anos de morte do ex-governador Leonel de Moura Brizola – 21 de junho de 2004, líder histórico do PDT.

 

A Carta

O Encontro de Lisboa, de 15 a 17 de junho de 1979, organizado por Brizola, reuniu na capital portuguesa com o apoio do presidente Mario Soares os Trabalhistas brasileiros que ainda viviam no exílio, como o próprio Brizola, e seus sucessores no Brasil. O objetivo da reunião era lançar as bases para a refundação do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), de Getúlio Vargas e João Goulart, dissolvido pela ditadura em 1966.
Participaram 120 trabalhistas que viviam no exílio e no Brasil e os pontos principais da reunião foram os discursos de Brizola sobre o partido que deveria ser construído – e o documento final, assinado por todos, a Carta de Lisboa, atualíssimo e um dos documentos de indispensável leitura para os pedetistas.
Brizola iniciou a reorganização do PTB tão logo voltou do exílio, mas o general Golbery do Couto e Silva, com a ajuda dos juízes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em manobra espúria – lhe tirou a sigla PTB, entregue a Ivete Vargas, exatamente pelo fato de Brizola ser o legítimo herdeiro de Getúlio Vargas, Alberto Pasqualini e João Goulart. 

Na época Brizola era considerado inimigo número um da ditadura porque atrasara o golpe de 64 em três anos com sua firme oposição aos militares na campanha da Legalidade de1961 que garantira a posse do presidente Goulart, além de ser liderança popular incontestável e fortíssimo candidato à presidência da República. 

A primeira ação concreta dos golpistas de 64 com a abertura política para impedir que Brizola reocupasse a projeção que tinha antes do golpe e, ao mesmo tempo, tentar impedir a sua ascensão política no período pós-exílio, foi lhe tirar a sigla PTB. 

Brizola escreveu o nome PTB em um pedaço de papel, chorou em público diante de jornalistas – o que levou Carlos Drummond de Andrade a escrever um poema – e partiu para a fundação do Partido Democrático Trabalhista (PDT) que considerava o legítimo herdeiro das lutas políticas do trabalhismo brasileiro.
Atendendo as regras vigentes e em tempo recorde, Brizola organizou um segundo partido com a ajuda dos trabalhistas históricos, o PDT, com o qual disputou as eleições de 1982 para governador do Rio de Janeiro. Brizola venceu as eleições de 82 com uma votação consagradora apesar da tentativa de fraude de que foi vítima, o Caso Proconsult, relatado pelo jornalista Paulo Henrique Amorim no livro “Plim-Plim, a peleja de Brizola contra a fraude eleitoral”, da Editora Conrad, onde também denuncia o envolvimento da Rede Globo de Televisão no episódio. 

Brizola nunca desistiu da sigla PTB ao longo de sua trajetória pós-exílio. Não foram poucas as vezes que tentou, sem sucesso, trazer os petebistas de hoje, conservadores, para a linha política do PDT, promovendo o resgate da sigla histórica dos trabalhistas.

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